Era julho de 2018 quando vivi minha primeira missão no sertão, em Massapê do Piauí. Eu era um recém-convertido, com o coração incendiado por Jesus e uma expectativa enorme sobre tudo o que encontraria ali. Cheguei encantado com a simplicidade das casas, com o povo acolhedor e com a forma sincera como cada família nos recebia.
Naqueles primeiros dias, eu acreditava que estava ali para impactar o sertão. O que eu ainda não compreendia era que aquela missão no sertão transformaria profundamente a minha própria fé.
Durante dez dias visitamos famílias, oramos dentro de casas simples, ouvimos histórias marcadas por desafios e também por esperança. Vi o Senhor agir de maneira concreta, trazendo consolo, despertando fé e alcançando corações por meio de conversas simples e orações sinceras. A missão acontecia na presença, na escuta e na disposição de amar.
Entre tantas visitas, houve uma que marcou minha caminhada com Deus para sempre.
Fomos até um povoado mais afastado e paramos diante de uma casa que parecia vazia. Chamamos algumas vezes, batemos palmas e esperamos. Quando já estávamos quase indo embora, uma moto se aproximou levantando poeira. Eram os moradores. Dois irmãos, um homem e uma mulher.
Entramos, nos apresentamos e começamos a conversar. O nome dele era Paulo, pedreiro. Ele ainda não conhecia Jesus como Senhor, mas ouvia atentamente cada palavra. Falamos sobre a vida, sobre trabalho, sobre fé. Oramos juntos.
Enquanto estávamos ali, algo começou a arder dentro de mim com uma clareza impossível de ignorar. Eu precisava entregar a minha Bíblia.
Não era qualquer Bíblia. Era a minha. Aquela que me acompanhava desde o início da minha caminhada. Cheia de anotações feitas em cultos e devocionais, versículos sublinhados em dias difíceis, promessas marcadas em momentos decisivos da minha história com Deus.
Por alguns instantes, relutei em silêncio. Pensei no quanto ela era preciosa para mim. Mas a convicção permanecia. E eu sabia que obedecer era o único caminho.
Coloquei a Bíblia nas mãos de Paulo e declarei algo que, naquele momento, parecia maior do que eu mesmo compreendia: ele ainda construiria a primeira igreja do seu povoado.
Naquele dia, não foi apenas Paulo que recebeu algo. Eu também fui profundamente transformado.

O que aprendi vivendo uma missão no sertão
Aquela experiência me ensinou que missão no sertão não é apenas sobre deslocamento geográfico. É sobre entrega. Sobre confiança. Sobre permitir que Deus trabalhe primeiro em nós.
Entregar minha Bíblia não foi apenas abrir mão de um objeto. Foi entender que seguir Jesus envolve disponibilidade real. Às vezes Ele nos pede algo que valorizamos, não para nos diminuir, mas para ampliar nossa confiança Nele.
O sertão me ensinou que a transformação que desejamos ver na vida das pessoas começa dentro do nosso próprio coração.
O Impacto Livres é um ambiente onde isso continua acontecendo. Pessoas chegam dispostas a servir e descobrem que estão sendo moldadas. Chegam querendo abençoar e percebem que estão sendo profundamente impactadas.
Experiências como essa continuam sendo vividas a cada nova edição. O sertão segue esperando, e Deus continua chamando homens e mulheres dispostos a obedecer.
Se você sente que chegou a sua vez de viver algo assim, participe da próxima edição do Impacto Livres. Dê um passo concreto e permita que Deus também escreva uma nova história através da sua vida.
Por Renan Lacerda
Massapê do Piauí | Impacto Livres 2018
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