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Muitos nos perguntam: qual o desafio de missões no sertão? Uma realidade que nem sempre tem beleza. A terra é seca, o calor é extenuante e a escassez de água são grandes desafios do contexto físico do semiárido nordestino. Do ponto de vista social, famílias desestruturadas, alto índice de violência familiar, abusos, vicios, não existência de registros formais, analfabetismo e extrema pobreza.

Somados a tudo isso, a forte tradição do culto aos “santos” e o sincretismo histórico do catolicismo com as culturas indígenas, ciganas e quilombolas tornam essa região um desafio para missionários e pastores. Em contrapartida encontramos um povo de coração bom, pessoas receptivas, e que vivem uma vida simples e de amizade sincera.

Por natureza e contexto, o sertanejo é resistente ao Evangelho, sua fé é sincrética, hereditária, repassada mais de uma forma folclórica, se aproximando mais de uma “herança cultural” herdada de seus antepassados e passada de geração a geração através de histórias, contos e práticas religiosas. Essa cultura religiosa é tão forte que, em muitos lugares, é considerado uma desonra grave o fato de você passar para a “Lei dos crentes”. 

E se nos determos nos detalhes eclesiásticos, encontramos muitas igrejas que não querem investir nessas regiões devido ás dificuldades econômicas. As igrejas esperam um retorno rápido de uma região onde o processo de evangelização e discipulado exige um prazo longo de tempo para ser estabelecido de forma sólida. Sem falar em que não se pode esperar retorno financeiro e, sim, investimentos contínuos.

Quando olhamos para esse quadro, sentimos o quão grande é a realização e estabelecimento de Missões no sertão brasileiro! A zona rural nordestina possui mais de 12 milhões de habitantes com menos de 0,1% de crentes. É estimado que existam mais de 10 mil vilas e povoados sem nenhuma presença evangélica e é aí que a igreja das capitais ou dos grandes centros urbanos, deveriam investir parte de seus recursos e missionários.

Outro grande desafio dessa região é a formação de novos obreiros. Existe uma resistência muito grande por parte da liderança das igrejas do nordeste em enviar jovens, casais e obreiros para treinamentos de formação, assim como para trabalharem em plantação de igrejas, pastoreio e discipulado nessas localidades.

Vemos missionários bem adaptados ao desafio na região, contudo, também nos deparamos com aqueles que se tornaram tão secos e sedentos quanto a terra… foram tomados pela tristeza, amargura e solidão, abandonados pela igreja mãe e colegas, mantenedores que os esqueceram ali…

Se os líderes tiverem uma visão missionária proativa, consequentemente a igreja também terá uma visão missionária que gerará muitos frutos. Se a igreja tem uma visão missionária, novos vocacionados serão levantados no meio dela, e se todos compartilharem dessa visão, os vocacionados serão treinados e enviados aos campos que estão brancos. Contudo, temos que ter em mente que há, sim, tempo de ir, de voltar e jamais de ser esquecido…

Outra opção é o investimento das igrejas dos grandes centros em obreiros locais, porque esses já conhecem a realidade, vivem ela, estão próximos e podem acompanhar os trabalhos sem a dificuldade da adaptação de um missionário de outra região.

A conscientização missionária se dá através da exposição da Palavra, do que ela ensina sobre o assunto, de homens e mulheres que são comprometidos com a causa missionária e que podem ser paradigma para os demais. Que sejamos a igreja missionária que pelo mover do Espírito Santo, faz missões, em sua localidade, cidade, estado e além-fronteiras.

Deus continua trabalhando para alcançar aqueles que ainda não ouviram falar do amor de Jesus. Você vai participar ou ficar só olhando? Vai encarar o desafio de missões de missões no sertão?